Relatório
de Viagem: “O Sertão tem Histórias”
A
excursão realizada pelo GPCIR ( Grupo de Pesquisa: Culturas, identidades e
religiosidades ) para o sertão sergipano nos dias 14 e 15 de abril de 2012. Foi
organizada pelo Dr. Antonio Lindvaldo e por uma equipe de alunos da UFS. Com o
intuito de mostrar a todos os que participaram as diversas historias que esta
localidade possui em suma sua história local.
Nosso
ponto de partida para esta inesquecível viagem nos arredores do sertão foi o
posto de gasolina em frente ao Shopping Jardins, ás 06h00min da manhã, e o
posto de gasolina em frente à Rodoviária Nova, ás 06h30min da manhã. Daí nós
seguimos para a BR 101 e depois estrada adentro rumo a nosso primeiro destino a
cidade de Gararu. Logo que chegamos nesta cidade fomos visitar a Igreja
matriz Nosso Senhor Bom Jesus dos Aflitos fundada em 1910. Onde o professor
doutor, Antonio Lindvaldo, nos mostrou as peculiaridades desta igreja – que se
baseava na teologia da libertação – e a
diferença que esta apresenta em relação a outras, em especial as divergências
desta quando comparada a de Porto da Folha.
Após visitarmos esta igreja que praticamente localiza-se as margens do
Rio São Francisco ( que por sinal nos possibilitou ter uma dimensão
significativa do quanto este rio é grande e importante para a região do sertão.
Além é claro de sua função de paisagem exuberante em meio aquele amontoado de
terras improdutivas e “desérticas” ) fomos ao curral de pedras do senhor Pedro,
um homem de mais de 80 anos, ainda na cidade de Gararu.
Esta visita ao curral de pedras foi indubitavelmente uma experiência
única. Não só pela beleza das cercas e do curral feito de pedras – pedras estas
que são retiradas das imediações e que depois são sobre-postas umas sobre as
outras, sem nenhum material que as una e as tornem perfeitamente organizadas,
formando as cercas e o curral – mais também pela receptividade, descontração,
vitalidade e tamanho conhecimento do senhor Pedro.
Logo que chegamos fomos recepcionados pelo senhor Pedro e por outro
senhor também de pouco mais de 80 anos, que segundo Pedro é o responsável pela
construção e reconstrução das cercas de pedra, sempre que eles acham
necessário.
A propriedade – o sítio – incluindo as cercas e o curral de pedras é algo
que pertence à família do senhor Pedro há anos, uma vez que este sítio
pertenceu ao seu avô. O que nos leva a conclui que esta cultura do curral de
pedras é algo hereditário. Não obstante, o senhor Pedro afirmar que tem duvidas
sobre a continuidade de tal pratica, já que ninguém na região nem mesmo os seus
filhos sabem como formar estas cercas de pedras.
Saindo do curral de pedras fomos direto para dois restaurantes na cidade
de Porto da Folha. Depois de tais episódios o dia ainda estava longe de acabar,
já que após de nós alojarmos em hotéis, pousadas ou alojamentos fizemos uma
visita no final da tarde a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. De lá fomos
jantar e nos preparar para as atividades culturais e o luau que iriam ocorrer
na Ilha do Ouro.
No
caminho a Ilha do Ouro tivemos a companhia de crianças e adolescentes que
faziam parte da quadrilha que mais tarde iria se apresentar para nós.
Ao chegar
a Ilha do Ouro nos dirigimos a um espaço público, que fica as margens do rio
São Francisco, local onde ocorreriam todas as atrações da noite. O primeiro foi
o doutor Lindvaldo que ministrou uma aula sobre as histórias do sertão
sergipano, desde a colonização até o século XX. Ele foi seguido por um
personagem local, o Antônio Carlos de Aracaju, que falou sobre os índios em Sergipe.
Seguindo
esta sequência tivemos a apresentação cômica, no sentido literal da palavra, de
nossa amiga de classe Cacilda Missias que ajudou bastante na diversão da noite.
Depois disso nós divertimos muito com a apresentação de uma quadrilha local nada
convencional. Que soube mesclar de maneira “genial” diversos ritmos musicais
para forma uma apresentação singular e que interagiu com todo o público. Após
esta apresentação nos deslocamos para as margens do rio São Francisco e demos
inicio ao luau que se estendeu até o principio da madrugada.
Não
obstante termos chegado tarde tivemos que acorda cedo, já que tínhamos que sair
ás 09h00min da manhã. Para ver as
margens do Rio Capibaribe. Daí foi
quando voltamos para a Ilha do Ouro e podemos vislumbrar o Rio São Francisco
pelo dia.
Agora só
faltava visitarmos um lugar: a aldeia de índios Xokó. Todos estavam super
ansiosos com a chegada a Ilha de São Pedro, onde fica a aldeia. Contudo, todo
nosso entusiasmo e empolgação tiveram de ser contido e controlado, pois
passamos um bom tempo tentando encontrar o caminho que nós levaria até a
aldeia.
Foi
fantástico o nosso encontro com os habitantes da aldeia Xokó, algo inenarrável.
Em especial a apresentação de um de seus rituais públicos.
Passaria
horas a fio narrando tal viagem. Todos os nossos empecilhos e surpresas
inacreditáveis e bastante produtivas. Por isso, concluo aqui dizendo que a
viagem foi muito engrandecedora para todos, em especial no que toca a
valorização da história local e do sertão sergipano.

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